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As aventuras de Ed Kennedy

Anônimo >> 8:17 AM >>

Dia desses estava sem net na loja ontem trabalho por culpa de uma tal de claro... enfim...

Sem nada pra fazer resolvi procurar um livro no mínimo legalizinho pra passar o tempo até voltar a tão indispensável internet. Entre os que eu já tinha lido achei um perdido, sozinho, quase cintilando de tão “oferecido” ... Era “ eu sou o mensageiro” de Markus Zusak. Aí ta né... comecei a ler achei meio bobão a historia de um carinha nada a ver, sem graça...

O tempo foi passando, a internet não voltava e o livro começou a ficar interessante.

To enrolando tudo isso pra dizer que esse livrou mudou minha vida... ooohh.. poisé...

Na verdade, a historia sem gracinha do cara no início do livro é como a vida de todos nós, sem gracinha.... Mas no decorrer dos acontecimentos você vai percebendo que poderia ser você lá. Você com certeza em algum momento vai se identificar com Ed Kennedy, o carinha sem gracinha do livro. É lindo, eu me apaixonei por ele no meio do livro! E você começa a pensar na vida, no futuro, nos seus sonhos e conquistas, amores, família, amigos... enfim, é uma maneira bem legal de auto-ajuda, eu acho..

Eu sempre acho que livros tem seu momentos para serem lidos, e esse eu li no momento certíssimo.

Vale lembrar que o autor Markus Zusek, tbm escreveu "A menina que roubava livro" que tbm amei. Ele é ninja.

Recomendo muito!

Ohh Jack!!!

Lacerda >> 7:39 PM >> ,
Ontem a noite eu sonhei
que eu era Jack Kerouac
E subi num terraço: rua Houston
E vi as duas torres gêmeas brilhando.

O cabelo louro da menina
As tranças negras do crioulo
A sua guitarrra - a sua angústia calma.

Eu desci
Peguei a minha lata de spray
Sai pela rua, pintei dois olhos verdes nas paredes.


Ontem a noite eu sonhei
que conversava com Jack Kerouac
Ele chegava e me dizia
"Hey Man! eu renasci black
E agora sou um tocador de piston!
"Eu só sei que o som era tão alto que despertou o mundo inteiro
Eu acordei, e saí mandando brasa nas estradas do mundo.



''Ei Jack! Bye Bye''

Época boa esses anos 80,onde a gente era feliz e não sabia....pala do Gang 90 sobre uma pessoa que dispensa comentários!!!

O filho do Sr Downey na RS USA!

João Paulo >> 10:39 AM >>

O ator Robert Downey Jr.,astro de "Homem de Ferro", mostra como derrotou seus demônios para se tornar o super-herói de Hollywood, na última edição da revista "Rolling Stone"(USA). "Estou entre duas fases agora, a pré-Homem de Ferro e a pós-Homem de Ferro, e a transição entre elas pode ser um pouco complicada", afirmou Downey. "Antigamente, eu costumava escutar elogios ao 'Chaplin' (filme com o qual ficou famoso no papel do personagem-título em 1992), mas agora as pessoas só me chamam de 'Homem de Ferro'!", reiterou o ator que, recentemente, teve de adiar o lançamento de sua autobiografia. “Contanto que eu não esqueça o que aconteceu no passado, eu estou tranquilo. Eu preciso sempre me lembrar. É como não esquecer daquela namorada antiga que tentou cortar sua garganta, mas que ainda continua muito gostosa. Se você se lembra das cicatrizes o tanto quanto você se lembra da buceta dela, você vai ficar bem”.
Em breve, Robert Downey Jr, que há bastante tempo tem se mantido longe de escândalos, irá interpretar o famoso Detetive Sherlock Holmes nas telonas.
Ele é um dos meus atores favoritos desde as comédias românticas que ele fazia nos anos 80 e 90 até o seu grande sucesso atual, “Iron Man”. Vejo qualquer porcaria com Robert Downey Jr. porque acho o cara foda.

Legs McNeil: Quando eu tinha dezoito anos,estava morando em NY,trabalhando numa comunidade hippie que produzia filmes na Rua 14,fazendo um filme horrível sobre um publicitário executivo estupido que toma ácido,larga tudo e se torna sexual,emocional e espiritualmente liberado.Era uma bosta.

Isso era 1975,e a idéia de tomar ácido e largar tudo era tão tola - uns dez anos atrasada.E a comunidade hippie de filmes era igualmente tola.Eu odiava hippies.

De qualquer modo,veio o verão,e voltei pra Cheshire,em Connecticut,onde eu crescera,e fiz uma comédia estilo Três Patetas - filme 16mm em preto e branco - com dois amigos de escola,John Holmstron e Ged Dunn.

John Holmstron era cartunista e Ged Dunn era um negociante;então,no fim do verão a gente decidiu que ia trabalhar junto.Tinhamos trabalhado juntos antes,quando estavamos no 2° grau-Holmstron tinha montado um grupo de teatro chamado Apocalypse Players,que era uma mistura de Eugène Ionesco com Alice Cooper.A policia chegou a interromper um de nossos shows,quando errei ao atirar uma torta e acertei alguém da platéia.

Mas quando John,Ged e eu nos reagrupamos,não estava bem definido o que faríamos - filmes,quadrinhos,alguma coisa de mídia.

Daí um dia a gente estava andando de carro ,e John disse:"Acho que deviamos lançar uma revista."

Durante todo o verão a gente tinha escutado o albúm Go crazy girl de um grupo desconhecido chamado Dictators,e aquilo mudou nossas vidas.A gente tomava um porre todas as noites e dublava as musicas.Holmstron tinha descoberto o disco.O verdadeiro entendido em rock'n roll era ele.Foi ele que ligou eu e Ged no Velvet Underground,Iggy and The Stooges e New York Dolls.Até então eu só escutava Chuck Berry e os 2 primeiros discos dos Beatles e Alice Cooper.

Mas eu odiava quase tudo de rock'n roll,porque era sobre aquelas tolices hippies,e não havia ninguém que estivesse descrevendo nossas vidas - que era McDonald's,cervejas e reprises na tv.Daí John descobriu os Dictators,e ficamos todos assanhados porque tinha alguma coisa acontecendo.

Mas não entendi por que Holmstron queria lançar uma revista.Achei que era uma idéia estupida.

John disse:"Mas se a gente tivesse uam revista,poderia beber de graça.As pessoas nos dariam bebida de graça."

Aquilo me convenceu.Eu disse:"Ok,então vamos fazer."

Holmstron queria que a revista fosse uam combinação de tudo em que a gente se ligava - reprises de televisão,beber cerveja,trepar,cheeseburguers,quadrinhos,filmes B e aquele rock'n roll esquisito que ninguém além de nós parecia gostar:Velvets,Stooges,New York Dolls e agora os Dictators.

Aí John disse que queria chamar nossa revista de Teenage News,inspirada numa canção inèdita dos New York Dolls.Achei que era um nome estupido,e aí eu disse isso pra ele.E ele respondeu:"Bem,e como você acha que a gente deveria chamá-la?"

Vi a revista que Holmstron queria lançar como um albúm dos Dictators que ganhasse vida.No encarte de disco havia uma foto dos Dictators nuam lanchonete White Castle,e eles estavam com jaquetas de couro preto,a foto parecia nos descrever perfeitamente - uns cars espertos.Então achei que a revista deveria ser feita pra outros fodidos como nós.Garotos que cresceram acreditando só nos Três Patetas.Garotos que faziam festas quando os pais não estavam e destruiam a casa.Sabe como é,garotos que roubavam carros pra se divertir.

Então eu disse:"Por que a gente não chama de Punk?"

A palavra ''punk'' pareceu ser o fio que conectava tudo que a gente gostava - bebedeira,antipatia,esperteza sem pretensão,absurdo,diversão,ironia e coisas com um apelo mais sombrio.

Então John Holmstron disse:"Ok.Bem,vou ser o editor".Ged disse:"Vou ser o diretor executivo."Os dois olharam pra mim e disseram:"O que você vai fazer?"Eu disse:"Não sei."Eu não tinha habilidade pra nada.

Daí Holmstron disse:"Você pode ser o punk de plantão!"E os dois começaram a rir histericamente.Ged e John era uns quatro anos mais velhos que eu.E acho que um dos motivos pra andarem comigo é que eu vivia tomando porres e me metendo em problemas,e Holmstron sempre achou graça nisso.Então ficou decidido que eu seria um personagem de cartum em carne e osso,como Alfred E. Newman na revista Mad.E Holmstron mudou meu nome de Eddie pra Legs.

É engraçado,mas não faziamos idéia se,além dos Dictators,havia mais alguém por aí.Não tinhamos idéia do CBGB's e do que estava rolando,mas acho que não nos importavamos.A gente gostava da idéia da revista Punk.E isto era tudo o que importava.
Trecho do livro:Please,kill me por Legs McNeil & Gillian MCCain
onde encontrar:Editora LP & M


A Bíblia...


Se você realmente curte música, se interessa pelo ambiente de gravação dos discos, curiosidades sobre as sessões, e se o seu gosto vai um pouco além da década de 90, este livro é indispensável, com todo o louvor da palavra.


“1001 Discos...” é gigantesco (960 páginas, pra ser mais exato), pesa pra levar na mochila, é meio desengonçado pra ler no ônibus, mas... é uma delícia.

Dividindo-se em 6 grandes capítulos ("Anos 50", "Anos 60", "Anos 70", "Anos 80", "Anos 90" e "Anos 00"), e seguindo em ordem cronológica, o livro foge da lógica “Beatles-Stones-Zeppelin”, e mostra discos obscuros de artistas ainda mais obscuros. Claro que é fantástico ler sobre “Sgt. Peppers”, “Nevermind” ou “London Calling”, mas o maior mérito do livro é fugir do óbvio.

Eu recomendo que você leia o mais rápido possível, pois por ser recém lançado, o livro é fresquinho (tem, por exemplo, “The Good, The Bad & The Ugly”, da banda homônima, entre os lançamentos deste ano).

Fica a dica do “Hooraay” àqueles que curtem, além de boa música, uma boa leitura pra acompanhar.

É só pôr o Sinatra na vitrola, se recostar na poltrona, e mergulhar...